
Diário de leitura: 50 tons de cinza
Dia 4
Capítulo 6
Ana começa descrevendo o carro do Christian “dinheiro-não-é-problema” Grey.
Tá rolando um climão depois do beijo no elevador, mas reparei que ela dá muitos detalhes em tudo que descreve, o carro, a amiga, a sala, o ossinho da cintura do Grey-calça-caindo, mas dela mesmo não tem detalhes.
Sabemos que ela odeia o cabelo e tem olhos grandes… E cai de quatro, literalmente, com certa frequência. Deve ser isso que atraiu o Grey, né?
Eles vão para Seattle de helicóptero… É, eu avisei que ele tem muita grana. Ana descreve até o tipo de cinto de segurança do bicho e cita, entre uma característica técnica e outra, que tá doida pra aterrissar entre os ossinhos da cintura do Grey.
Ela transcreve a conversa do Grey piloto pedindo autorização para decolar também… Tudo isso de detalhe e a gente nem sabe nada dela.
Aliás, fora o cara ser bonito e rico não vejo nada muito atraente nele. Um cara ríspido, impessoal, arrogante e controlador. Esse lance de exigir um contrato para haver lesco-lesco é absurdo, mas é capaz de, na cabecinha superficial da Ana, isso ser uma prova de afeto do Príncipe enigmático com ossinhos salientes irresistíveis.
Tipo, ele é atencioso, educado e sabe como tratar bem uma mulher. Mas é como um cara que curte vinho: ele vai usar as melhores palavras para elogiar, conhecer técnicas para manter o sabor, ter as melhores ocasiões para consumir e tal… Mas no fim ele quer mesmo é enfiar o saca-rolha nela.
Chegam no abatedouro que o Grey chama de casa. Ela descreve tudo, a cor do chão, tamanho dos móveis, quantos quadros em cada parede… Ana, tú é uma chata prolixa, mesmo.
Nessa hora ela já assinou o termo de confidencialidade e já está beliscando azulejo de vontade de fazer amor com Grey.
Mas aí ele revela que não faz amor, que fode… Com força.
Isso, com reticências e tudo.
Ana quase ejacula pelo ouvido, não imaginava ela ficando ainda mais excitada.
Ele revela o tal quarto de brinquedinhos e ela, ao ver, cita Inquisição espanhola para descrever. E para minha sorte, ela foi bem resumida, acho que no próximo capítulo teremos um seminário sobre instrumentos de sex-shop do século XVI.
Ps. Ana não levou tombo nesse capítulo.
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Não tem descrição dela porque “Ana” pode se traduzir como “a mulher que estiver lendo este livro”.